O que está a nossa volta

 

O que está em nós está à nossa volta.

Lembre-se desta frase. Ela é essencial para entender os relacionamentos. Na verdade, podemos ir mais longe e afirmar que ela é essencial para entender a vida. A trama interior de que uma pessoa é feita - emoções, comportamentos, desejos, fantasias, sonhos, conflitos, amores, ódios, talentos - é como um imã ou um diapasão. Esse ressoa na tonalidade em que é tocado; aquele atrai para si objetos que tenham a mesma espécie de substância.

Carl Jung formula esse pensamento de outra maneira.
Ele diz:

"A vida de um homem é a sua característica."

Assim, o que acontece a você em sua vida pessoal, sem considerar o que acontece às coletividades, tais como raças e nações, é de alguma maneira um reflexo, uma fotografia simbólica de algo que está dentro de você.

Agora você entende por que os gregos gravaram o "Conhece-te a ti mesmo" no templo de Delfos. Muita gente acha tal aforismo muito incômodo. Isso quer dizer que somos responsáveis por tudo aquilo que vem a nós, que temos de arcar com a parte que nos cabe na criação dos mundos. E é muito mais gostoso e muito mais fácil jogar nas costas dos outros o que acontece de negativo e preservar-nos para os acontecimentos positivos.

Só mesmo uma criança pode esperar que a vida seja tão fácil. Uma pessoa sábia aceita o que lhe é dado e faz com que o resto se torne aquilo que ela deseja.

Sua vida vai transcorrer conforme este mágico processo de atração mútua.

Quanto menos conhecemos a trama interior de que somos feitos, tanto mais ficamos à mercê da nossa própria personalidade. Continuamos atraindo coisas para nossa vida, para o bem ou para o mal, quer tenhamos conhecimento disso ou não. Quanto mais atentos ( conscientes) formos, mais escolhas teremos. Talvez não consigamos mudar nossa substância básica. Lembremo-nos da semente da maçã. Ela não pode, de repente, decidir que vai ser lentilha quando crescer. Mas as macieiras produzem muitas qualidades de maçãs.

Só nós mesmos - nosso Eu, nosso mais profundo e interno Ser - é que dita nosso Destino. E quanto de nosso Eu nós realmente conhecemos, e quanto ainda nos é desconhecido, inconscientemente?


Do livro: "Os Astros e o Amor"
De: Liz Greene

 

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